Resenha | Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016 )

Ao sair da sala de cinema após ver Esquadrão Suicida nos da equipe Manguaça gravamos um vídeo( Daily Vlog #01) em que eu em plena consciência das minhas faculdades mentais disse um enorme “ O FILME É RUIM” e mantenho minha opinião, o filme é ruim, mas podia ser pior. Apos um banho de água fria provocado por “Batman vs Superman” esquadrão suicida prometia acalmar os “Dcesistas “ de plantão propondo um tom diferente ao universo que a DC está construindo no cinema ao contrario de sua concorrente Marvel que já se consolidou com apresentação de seus heróis em filmes solos. Lamentavelmente a tentativa tem pouco sucesso no cinema.


O filme começa numa especie de sequencia aos eventos trágicos envolvendo Superman. A trilha sonora que é uns dos pontos altos do filme nos apresenta de uma forma corrida aos nossos “heróis”, no melhor estilo videogames, veja em 3D que é lindo. Um breve resumo da historia, Amanda Waller (Viola Davis), uma oficial da agência central de inteligência que recomenda ao presidente, a escalação de um grupo de prisioneiros composto pelos maiores vilões do pais, para combater uma entidade que pretendo cobrir o mundo com trevosidade e transforma humanos em soldados. Com a promessa de redução de suas penas(uuuuuuull). O time de heróis/vilões é composta por Floyd Lawton (Will Smith), conhecido como Pistoleiro, um matador de aluguel e um dos maiores inimigos do Batman. A atuação de Will Smith é sempre um presente a parte, seu personagem traz as melhores cenas e a melhor de ação do filme e mostra um pouco a relação com sua filha, motivo esse que faz com que o vilão se entregue. Dra. Harley Quinzel (Margot Robie), que adotou o codinome de Arlequina ao se tornar companheira de crime de Coringa (Jared Leto). Margot Robie não é só um rostinho bonito no cinema, a qualidade da atriz e extraordinária (vide “ O lobo de Wall Street). Em flashbacks o filme mostra a Dra° determinada a curar o Palhaço, seu paciente no Asilo Arkam, sem se dar conta de que estava caindo em uma paixão doentia levando-a se tornar a primeira dama do crime em Gotham City tão insana quanto seu companheiro de cabelos verdes. George Harkness (Jai Courtney), o Capitão Bumerangue, é uns dos alívios cômico a drama, não agrega e não desaponta no filme. Waylon Jones ( Adewale Akinnou-Agbaje), o Crocodilo é a força física do grupo, passa o filme inteiro andando e não falando nada porem é importante no final. Chato Santana (Jay Hernandez), apelidado de El Diablo e com o poder de incendiar tudo ao redor. El diablo funciona como o tipico criminoso arrepemdido que encontra a sua redenção no final(sem spoilers). E por ultimo do lado dos que estavam presos temos Christopher Weiss (Adam Beach), também chamado de Amarra, totalmente irrelevante ao filme.


Waller implanta um chip capas de causar a morte instantânea como o comando em aplicativo sob seu controle. Para liderar esse time de “loucos” é preciso trazer a bordo alguém com culhões para supervisionar o temperamento de figuras que podem a qualquer momento podem trair o acordo de redução de penas. É recrutado o soldado Rick Flag (Joel Kinnaman) que aparentemente acaba criando uma certa rixa com o Pistoleiro pela liderança do grupo assim como nos quadrinhos. Para a proteção de seu “pupilo” Waller recruta Katana (Karen Fukuhara), uma especie de ninja extremante habilidosa, que tem o seu marido assassinado com a espada que a própria carrega. E por ultimo e não menos importante a arqueóloga June Moone (Cara Delavigne), possuida por um espirito se autointitula Magia. Essa personagem é esteticamente a coisa mais linda do filme mesmo com os erros de roteiro e motivações mal contadas(Sim, ela é a vila do filme).


Bom apresentações aparte " Esquadrão Suicida " não parece um filme tipico da DC com aquele ar sombrio que vemos em Man Of Stell ou até mesmo em BVS. Tavez seja por isso que a Warner regravou e cortou inumeras cenas, principalmente de Coringa (Jared Leto). O palhaço não teve espaço no filme, e a atuação de Jared não me convenceu apesar do grande ator que é. O inimigo do Batman parece uma mistura de gangster com rapper e muitas vezes chega a ser chato no decorrer do filme, aonde a unica motivação e resgatar seu grande amor Arlequina. As cenas de ação no filme são rápidas apesar da técnica de slow motion, alias tudo acontece muito rápido na trama deixando inúmeras pontas soltas. O grande erro do filme é o roteiro sem sentido e sem explicações, que deixa o telespectador sem entender muita coisa no filme ou do que esta acontecendo.


Mas nem tudo é ruim. Apesar das cenas de ação serem rápidas, são empolgantes principalmente com a presença do Pistoleiro e sua pontaria certeira. A personagem Arlequina na minha opinião salva todo o filme, com tiradas inteligentes, uma sensualidade e grande habilidade. Já passou da hora de vermos um filme solo da personagem. Entre altos e baixos, mais baixos do que altos " Esquadrão Suicida" é um filme ruim. E não podemos culpar o diretor David Ayer, talvez a culpa seja da própria DC em deixar o seu longa com pitadas de humor, mais leve e para a família. Assistir o filme é como ficar bêbado com cerveja sem álcool, você se diverte, mas não se empolga.



Resenha | Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016 ) Resenha |  Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016 ) Reviewed by Mario Vianna on 12:00 Rating: 5

Sobre o Mario: Pseudo-escritor, cronista e blogueiro, devorador de pizzas e sushis, sommelier de cervejas mas acaba escolhendo sempre a mais barata. Apaixonado por cinema, Alice e Tarantino mais queria mesmo é ser Woody Allen. Facebook | Twitter

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